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Japão surpreende e vence Alemanha em jogo marcado por protesto

FOLHAPRESS

Japão surpreende e vence Alemanha em jogo marcado por protesto Notícia do dia 23/11/2022

No maior protesto em favor da igualdade de gênero e em apoio à comunidade LGBTQIA+ na Copa do Mundo no Qatar, os onze jogadores da Alemanha posaram para a foto oficial antes da estreia contra o Japão, nesta quarta-feira (23), com a mão na boca, num gesto contra a censura.

Foi a resposta do elenco a alemão ao veto da Fifa ao uso da braçadeira com as cores do arco-íris e a inscrição One Love (Um amor), que seria utilizada pelo capitão Manuel Neuer.

No estádio Khalifa, em Doha, o goleiro usou o adereço oficial da entidade máxima do futebol, com a frase "no discrimination" (não à discriminação). Quando a bola rolou, as duas equipes protagonizaram um bom jogo. E mais uma vez a zebra passeou em Doha, com a vitória de virada dos asiáticos, por 2 a 1.

 

Gündogan, de pênalti, abriu o placar aos 31 minutos de jogo, após falta cometida pelo goleiro Shuichi Gonda em cima do lateral David Raum. No segundo tempo, ele também quase fez o segundo, mas acertou a trave.

O duelo teve, ainda, dois gols anulados por impedimento, um do japonês Maeda e outro do alemão Kai Havertz, aos 8 e aos 49 minutos da etapa inicial, respectivamente. Depois do intervalo, Ritsu Doan, aos 30 minutos, deixou tudo igual.

Já aos 38 minutos, os japoneses conseguiram a virada, com Takuma Asano. Ele recebeu um lançamento nas costas da defesa, invadiu a área e venceu Neuer com um chute forte.

A zebra na estreia dos tetracampeões mundiais, porém, não ofuscou o protesto da Alemanha, que escancarou a insatisfação das seleções europeias contra a Fifa.

Sete países do continente (Inglaterra, Alemanha, Holanda, País de Gales, Dinamarca, Bélgica e Suíça) pretendiam usar a braçadeira One Love, mas foram alertados de que isso levaria os jogadores a serem punidos com cartão amarelo. No Mundial, com dois cartões acumulados um atleta já deve cumprir suspensão.

"Como federações nacionais, não podemos colocar nossos jogadores em uma posição na qual poderiam enfrentar sanções esportivas, incluindo cartões", disseram os países em nota conjunta.